Posts com Tag ‘viagem’

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Como se faz uma boa cachaça?

Agosto 31, 2009

Na minha última visita à terrinha visitei o alambique da Cachaça Capela em Cambuí – MG, e tive a chance de provar uma boa cachaça que o pessoal produz por lá… A alambique é pequeno, porém bem cuidado e bem organizado – tudo como manda o figurino.

Cachaca Capela

Eu fiz uma série de fotos (nada artísticas) de como acontece o processo, desde a moagem até o engarrafamento… Como no momento era época de “entre safra” as fotos são só ilustrativas, mas pra quem não sabe como se faz uma boa cachaça, acho que é interessante.

As fotos estão AQUI, NESTE LINK.

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Minsk

Julho 1, 2009

Estive em Minsk no final de semana (Bielorrússia), e confesso que fiquei surpreso com a cidade. A idéia foi ver de perto o último país que ainda mantém muitas características da ex URSS, e além do mais é um dos poucos países na região que possui um regime político um pouco mais rígido do que o que a gente conhece.

Chegamos por volta das 6 horas da manhã na estação de trem em Minsk, e como deveríamos esperar até o meio dia para fazer o “check in” no hotel, aproveitamos o tempo livre para conhecer a cidade… Algo que logo chama a atenção é a limpeza das ruas e praças, as ruas e avenidas largas, e a arquitetura tipicamente soviética (Minsk foi totalmente destruída durante a segunda guerra e foi reconstruída nos moldes do regime em vigor – foices e martelos são vistos em todos os lugares).

Após morar em Kiev por quase 5 anos, e ter visitado outras cidades na região incluindo Moscou, a sensação que se tem é a de que você não está em um outro país, a língua é a mesma, a paisagem é parecida, e os rostos também.

Depois de quase 6 horas andando aleatóriamente pelas ruas de Minsk a gente resolveu que já era hora de ir pro hotel, tomar um banho e se preparar para mais uma caminhada… porém não conseguimos chegar… Quando já estavamos pertinho do hotel (já tinha até contato visual) vimos que tinha uns seguranças controlando o acesso de pessoas na área que deveríamos estar. Estava claro que tinha um grande evento acontecendo, afinal tinha muita gente na rua…

Ao passar pelo detector de metais, o segurança me pediu par abrir a minha bolsa e para a minha decepção ele me disse que eu não poderia ter acesso à essa área (restrita porque o presidente estava nesse evento) devido ao tamanho da objetiva de minha câmera fotográfica (18 – 135mm). Não adiantou explicar que eu queria chegar ao hotel e que eu não estava interessado em fotografar o presidente, como dizem “não é não”. Esse foi o exemplo mais claro que vi durante a minha visita sobre a diferença entre as liberdades do povo de lá e do povo daqui. Se não fosse esse episódio, acho que eu não teria o que contar sobre o regime político local.

Outra coisa que me chamou muito a atenção (e quase de derrubou da cama) foi o treinamento de manobras militares para a parada do dia da independência (que acontece semana que vem), até ouvir os camaradas gritando direita volver, esquerda volver – tudo bem, porém quando eles começaram a dar tiros de canhão à 1 da manhã, eu dei um pulo da cama e achei que uma guerra tivesse começando… Que susto!

De resto, fica uma impressão muito positiva de Minsk – tudo muito limpo, tudo muito organizado, uma cidade interessante, comida boa, cerveja de ótima qualidade, um kvaz delicioso e com um ar de saudosismo para os amantes da URSS… Não prometo, mas se eu tiver chance, volto um dia pra Minsk, nem que seja só pra comer um draniky e tomar um copo de kvaz.

As fotos, como sempre, vêm assim que possível.

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Argentina – Buenos Aires

Junho 5, 2009

Eu estive de férias no Brasil no começo desse ano… Como sempre o tempo passa rápido demais, e dessa vez a gente resolveu viajar um pouco (para ver coisas novas) e fomos à Buenos Aires. Foi uma viagem legal, ficamos 4 dias na capital hermana e eu gostei bastante, só não gostei do café – sempre chafé.

Carnes, tangos, vinhos, dulces de leche e alfajores são coisas que serão sempre lembradas, aliás essas coisas têm sabor de “quero mais”, e certamente um dia vou repetir o roteiro e volto à BsAs.

Como sempre, algumas fotos estão disponíveis AQUI.

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Hungria

Maio 25, 2009

Estive na Hungria no começo desse ano, mais precisamente em Fevereiro. Infelizmente o final do inverno foi um pouco atípico, e por isso pegamos neve, temperaturas não muito agradáveis e aquele céu acinzentado que é marca registrada do inverno Europeu.

De segunda a sexta eu estava trabalhando das 8 da manhã as 8 da noite… Por isso não tive a chance de conhecer as pequenas cidades onde estive, porém nos finais de semana foi possível dar uma volta em Budapeste. Essa foi minha segunda visita à essa cidade, e confesso que gosto bastante de lá.

A arquitetura é fantástica, num domingo eu meio que “me perdi” e quando percebi estava num bairro cheio de bêbados e merda de cachorro nas calçadas, gente estranha por todo lado – mas mesmo assim cada prédio fantástico (claro que falta uma restauração), se o projeto Cingapura fizesse prédios com 1/10 da beleza desses, eu acho que todo mundo iria ficar feliz em se mudar.

A culinária Húngara é muito interessante, deixar de provar a sopa “gulhash” é um crime… Além disso existem pratos como frango apimentado, ou filé de carne suína, que também são típicos de lá. No inverno uma boa pedida é tomar um vinho quente nas ruas, ou no mercado municipal – aliás o mercado é uma boa opção para refeições rápidas, relativamente baratas e típica (se voce assim quiser).

Em Budapeste nem tanto, mas nas outras cidades as porções são bem generosas, por isso sempre vale a pena perguntar qual o tamanho antes de pedir…

Uma outra cidade de estivemos, e que deu pra dar uma saidinha, foi Szeged – terra de uma sopa com peixe deliciosa, tanto a apresentação, como o sabor. Vale a pena pedir a 1/2 porção sem vergonha, alguns colegas pediram sopa e um prato principal e deixaram mais da metade de tudo…

Vinho, quem gosta de vinho vai se sentir bem na Hungria. Tintos ou Brancos, a variedade é imensa e na maioria são muito bons… Eu não me lembro as marcas, mas experimentamos bastante durantes essas duas semanas, numa das noites em Kisvarda compramos 5 garrafas e fizemos uma modesta degustação.

Vale a pena visitar o país, porém eu recomendo uma época do ano com temperaturas mais amenas. O verão é sempre bom, mas vale a pena lembrar que a primavera e o outono são também épocas muito legais pra se visitar a Europa, e além disso como não é temporada sai mais barato e tudo está mais “tranquilo”.

Os Húngaros são conhecidos por gostarem de cafpe “curto e forte”, por isso existem ótimos lugares para se tomar café na cidade inteira. No centro, perto da Rua Vaci, as coisa são realmente mais caras e a taxa de coversão de Dólar ou Euro para o Forint pode ser uma armadilha para o turista inexperiente, tome cuidado! Uma boa pedida é levar seu cartão de crédito e retirar grana nos caixas eletrônicos (você pode escolher o idioma inglês para não fazer bobagem tentando entender o Húngaro)

Aliás eu aprendi umas poucas palavras durante minha estadia – Kosi (Kosonon), Obrigado; Hello and See Ya, podem ser usadas como oi e tchau (achei o máximo). Mas no final das contas não faz muita falta porque todo mundo em Budapeste fala Inglês, o que ajuda bastante!

Bom, algumas fotos estão disponíveis NESSE ENDEREÇO.

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Devo, não nego…

Maio 7, 2009

Por isso está aí AQUI o link para as fotos que fiz na Polônia.

Sim, eu sei que ainda faltam Hungria, Argentina e Brasil… Mas tá faltando tempo por aqui. :)

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Polônia

Abril 22, 2009

Já faz tempo que prometi escrever um pouco sobre a minha viagem ao leste Europeu (leia-se leste da União Européia), pois até agora não tive tempo, e no final das contas alguns detalhes até desapareceram da memória…

Como diz o título, aí vai um pouco sobre a Polônia.

A viagem começou em Varsóvia, onde fiquei a primeira noite. Infelizmente durante essa curta estadia eu só consegui ver um pouquinho do centro pois me perdi à caminho do nosso escritório… E  depois jantamos perto do hotel mesmo, o que não foi nem um pouco ruim.

A grande peculiaridade da visita à esse país é que nós viajamos bastante, praticamente nós dormimos cada noite em um hotel diferente – com raras excessões. Nós visitamos (ou vimos pela janela do ônibus) as seguintes cidades: Varsóvia, Przemysl, Hrebenne, Dorohusk, Bialystok, Kuznica Bialostocka, Ketrzyn e Belzledy, o que rendeu quase 2500 km rodados no país – afinal estivemos na região de fronteira com a Ucrânia, Belarus e Rússia, e esse país é grande para os padrões Europeus.

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Foram duas semanas no país com a viagem divida em duas partes, o que me rendeu a chance de ter um final de semana livre em Varsóvia para passear e fazer algumas fotos (que sinceramente devido à falta de sol não ficaram atrativas a ponto de serem publicadas em uma revista de turismo).

Como a viagem não foi turística, muitas vezes a gente nem teve chance de ver a cidade onde dormimos, e poucas foram as vezes que a gente conseguiu sair do hotel para dar uma volta a pé (considere também o fator temperatura, afinal o inverno deles é bem diferente do nosso – pegar -17C num passeio a tardinha não foi lá muito tentador e prazeiroso).

Gostei bastante da culinária Polonesa, principalmente de uns restaurantes de beira de estrada que oferecem porções de “grandeza inimaginável” por preços até que bem camaradas… Gostei muito das sopas Zurek e Flaki (mesmo sendo feita de bucho), o pirogi não me chamou muito a atenção por ser idêntico ao vareniki Ucraniano. Não provei o tão famoso Bigos, porém sempre que possível a pedida era comida polonesa (claro que já esqueci quase todos os nomes daquilo que comi).

Uma coisa que eu estava sedento de vontade de experimentar era a tal da “cerveja quente”, que honestamente não gostei muito, talvez devido à uma receita não muito boa… Se eu tiver a chance provo de novo, mas não achei muita graça, ela estava diluída, aquecida e com um pouco de cravo, canela e suco de laranja… Aliás, falando em bebidas, quase no último dia ao chegarmos num restaurante ( e estava realmente frio) nos foi oferecido – gratuitamente – uma dose de uma bebida traduzida como “mel para beber”, com baixo/médio teor alcólico e também aquecida. Quase todo mundo pediu uma segunda dose.

A gente teve a chance de ficar num hotel (o que foi uma mudança nos planos que aconteceu na última hora) localizado num castelo medieval do século XII, muito bem organizado e bem cuidado. Confesso que não foi muito confortável, psicológicamente falando, dormir naquela noite afinal de contas sabe-se lá o que aconteceu naquele lugar durante os últimos 600-700 anos.

Visitamos um museu (que aliás é singular no mundo – com algo parecido somente nos EUA) que reúne árvores petrificadas que datam de “trocentos” anos atrás… Um museu pequeno, porém muito bem cuidado e muito interessante pra que gosta de plantas ou pedras – ou ambos.

Um outro fato interessante que aconteceu conosco – nosso motorista conseguiu se perder, mesmo com o auxílio de seu GPS, ficamos 30 minutos andando em círculos porque ele não se conformava em virar à esquerda (como nós indicamos mais de uma vez) já que o GPS dizia “direita”, depois da quinta vez que passamos pelo mesmo local ele se convenceu e nós finalmente chegamos.

E as fotos? Sim, as fotos… Acredito (e tenho como meta) preparar algumas no final de semana para dividir com os curiosos de plantão. (Sem contar que ainda faltam as fotos da Hungria, da Argentina e do Brasil – sim estive por aí e já voltei).

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Kosice – Eslováquia

Março 12, 2009

Kosice

Do fim pro começo, é assim que conto um pouquinho sobre a minha viagem…

Eu fiquei na cidade de Kosice por 4 dias (os últimos de minha viagem – a trabalho – pelo Leste Europeu), infelizmente tive pouco tempo para explorar a cidade, e quando tive a chance começou a nevar… Bom, para saber mais sobre a cidade clique AQUI (em inglês).

Para ver algumas fotos que fiz por lá, siga esse LINK.

Espero ter a chance de escrever mais sobre essas cinco semanas/três países (com mais detalhes) em breve, o tempo anda passando rápido demais por essas bandas…

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Tempo…

Fevereiro 7, 2009

Falta tempo pra escrever… Nessas últimas duas semanas eu visitei 9 cidades diferentes na Polônia, praticamente cada dia em uma cidade nova – com poucas excessões. Estive na fronteira com a Ucrânia, Bielorússia e Rússia, foram mais de 2500km rodados em território Polonês.

Pena que estava frio, chengamos a pegar – 17C em uma cidade na região nordeste do país, e também foi uma pena que fomos numa correria danada… Eu tive a chance de tirar algumas fotos só em Varsóvia, porém acho que valeu a pena.

Continuando a viagem a trabalho, hoje estou em Budapeste, e tive a chance de usar as piscinas com águas quentes do hotel onde estou hospedado… Sinceramente acho que eu poderia morar nesta cidade, que realmente é muito bonita… Fiz algumas fotos hoje, e espero fazer outras amanhã no pouco tempo que terei disponível, pois à tarde estou indo para uma outra cidade voltarei a Budapeste no outro final de semana.

Depois disso, Eslováquia… E finalmente volto à Kiev no dia 27 de fevereiro.

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Europa do leste, aí vou eu!

Janeiro 25, 2009

Amanhã cedinho estou indo para Varsóvia, vou ficar duas semanas trabalhando na Polônia e praticamente vou conhecer toda a região leste do país (fronteira com a Ucrânia, Bielorússia e Rússia). Como se não bastasse, e confesso que tirei a sorte grande esse ano, depois da Polônia eu vou para a Hungria, duas semanas em Budapeste e nos arredores…

Só isso já estaria de bom tamanho, porém depois de Budapeste eu vou para a cidade de Kosice (Eslováquia) para mais uma semana de trabalho… Volto para Kiev no dia 27 de fevereiro, mais de uma mês fora de casa trabalhando como “expert” (é a primeira vez que sou convidado para trabalhar como tal), acho que ser legal pacas!

Vou levar minha máquina fotográfica e espero fazer algumas fotos para dividir com vocês um pouco das minhas experiências nesses três países.

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Se você acha que sua vida é ruim…

Dezembro 5, 2008

Ontem eu estava fazendo a identificação de alguns refugiados que receberam azilo nos EUA, quando me deparei com três casos dignos de nota:

1- Uma mulher afegã e sua filha de dois anos de idade. Ao perguntar sobre o seu estado civil, ela me responde: casada, porém meu marido sumiu há mais de dois anos, não sabemos se ele está vivo ou morto, não temos notícias do que aconteceu com ele.

2- Uma mulher Ucraniana com dois filhos de 12-15 anos. Ao perguntar sobre o seu estado civil, ela me responde: separada, pois meu marido não quis ir conosco para os EUA, porém ele permitiu que eu levasse as crianças – eu tenho os documentos.

3- Uma mulher da Geórgia, e sua filha de 16 anos. Elas queriam levar consigo seu gato de estimação, porém esqueceram de preparar os documentos… A mulher ficou desesperada ao saber que ela não poderia levar seu gato, chegou a dizer que ia desistir da viagem. Felizmente o veterinário de plantão no aeroporto preparou (com um pequeno auxílio financeiro) a declaração necesária após um rápido exame no gato – que logo vai estar falando “Meow”.

Nossa vida, apesar dos nossos pequenos problemas, é muito boa, especialmente se comparada a de muitas pessoas.