Já faz tempo que prometi escrever um pouco sobre a minha viagem ao leste Europeu (leia-se leste da União Européia), pois até agora não tive tempo, e no final das contas alguns detalhes até desapareceram da memória…
Como diz o título, aí vai um pouco sobre a Polônia.
A viagem começou em Varsóvia, onde fiquei a primeira noite. Infelizmente durante essa curta estadia eu só consegui ver um pouquinho do centro pois me perdi à caminho do nosso escritório… E depois jantamos perto do hotel mesmo, o que não foi nem um pouco ruim.
A grande peculiaridade da visita à esse país é que nós viajamos bastante, praticamente nós dormimos cada noite em um hotel diferente – com raras excessões. Nós visitamos (ou vimos pela janela do ônibus) as seguintes cidades: Varsóvia, Przemysl, Hrebenne, Dorohusk, Bialystok, Kuznica Bialostocka, Ketrzyn e Belzledy, o que rendeu quase 2500 km rodados no país – afinal estivemos na região de fronteira com a Ucrânia, Belarus e Rússia, e esse país é grande para os padrões Europeus.

Foram duas semanas no país com a viagem divida em duas partes, o que me rendeu a chance de ter um final de semana livre em Varsóvia para passear e fazer algumas fotos (que sinceramente devido à falta de sol não ficaram atrativas a ponto de serem publicadas em uma revista de turismo).
Como a viagem não foi turística, muitas vezes a gente nem teve chance de ver a cidade onde dormimos, e poucas foram as vezes que a gente conseguiu sair do hotel para dar uma volta a pé (considere também o fator temperatura, afinal o inverno deles é bem diferente do nosso – pegar -17C num passeio a tardinha não foi lá muito tentador e prazeiroso).
Gostei bastante da culinária Polonesa, principalmente de uns restaurantes de beira de estrada que oferecem porções de “grandeza inimaginável” por preços até que bem camaradas… Gostei muito das sopas Zurek e Flaki (mesmo sendo feita de bucho), o pirogi não me chamou muito a atenção por ser idêntico ao vareniki Ucraniano. Não provei o tão famoso Bigos, porém sempre que possível a pedida era comida polonesa (claro que já esqueci quase todos os nomes daquilo que comi).
Uma coisa que eu estava sedento de vontade de experimentar era a tal da “cerveja quente”, que honestamente não gostei muito, talvez devido à uma receita não muito boa… Se eu tiver a chance provo de novo, mas não achei muita graça, ela estava diluída, aquecida e com um pouco de cravo, canela e suco de laranja… Aliás, falando em bebidas, quase no último dia ao chegarmos num restaurante ( e estava realmente frio) nos foi oferecido – gratuitamente – uma dose de uma bebida traduzida como “mel para beber”, com baixo/médio teor alcólico e também aquecida. Quase todo mundo pediu uma segunda dose.
A gente teve a chance de ficar num hotel (o que foi uma mudança nos planos que aconteceu na última hora) localizado num castelo medieval do século XII, muito bem organizado e bem cuidado. Confesso que não foi muito confortável, psicológicamente falando, dormir naquela noite afinal de contas sabe-se lá o que aconteceu naquele lugar durante os últimos 600-700 anos.
Visitamos um museu (que aliás é singular no mundo – com algo parecido somente nos EUA) que reúne árvores petrificadas que datam de “trocentos” anos atrás… Um museu pequeno, porém muito bem cuidado e muito interessante pra que gosta de plantas ou pedras – ou ambos.
Um outro fato interessante que aconteceu conosco – nosso motorista conseguiu se perder, mesmo com o auxílio de seu GPS, ficamos 30 minutos andando em círculos porque ele não se conformava em virar à esquerda (como nós indicamos mais de uma vez) já que o GPS dizia “direita”, depois da quinta vez que passamos pelo mesmo local ele se convenceu e nós finalmente chegamos.
E as fotos? Sim, as fotos… Acredito (e tenho como meta) preparar algumas no final de semana para dividir com os curiosos de plantão. (Sem contar que ainda faltam as fotos da Hungria, da Argentina e do Brasil – sim estive por aí e já voltei).