Posts com Tag ‘Ucrânia’

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A Ucrânia está gripada!

Novembro 10, 2009

A gripe suína, ou H1N1, chegou à Ucrânia alguns dias atrás. Antes tarde do que nunca, diria o poeta popular… Quando ouvi os primeiros rumores e todo o sensacionalismo da imprensa e dos políticos sobre a tal gripe suína, me veio à cabeça a imagem do Chaves gritando “já chegou a gripe suína” ao invés do disco voador.

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As pessoas ficaram em pânico aqui ao receberem notícias relacionadas às “dezenas de casos confirmados” no oeste do país. Claro que “dezenas de casos” não aparecem do dia pra noite, e soubemos recentemente que os casos começaram a aparecer mais de duas semanas atrás, porém as autoridades locais não informaram o acontecido (e mais uma vez devido ao legado da URSS de esconder as coisas debaixo do tapete, a gente soube do início real das coisas com atraso considerável).

Mesmo não sendo um país com tradição de bailes pomposos, a máscara tá na moda. Tem pra todos os gostos, grandes, pequenas, azul, rosa, feita e casa, ridícula, bonita, industrial, cirúrgica, máscara de gás, etc… Super fashion panic style. Mesmo sabendo que as máscaras proporcionam proteção questionável, e da necessidade de trocar as máscaras depois de 3 a 4 horas de uso (duvido que alguém faça isso, já que não tem mais máscaras à venda no mercado), o povo tá usando nas ruas, no transporte coletivo, etc. Até mesmo dentro dos escritórios tem paniquete usando máscara.

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Aliás algo digno de nota: as mamães da vida me deixaram louco por aqui semana passada, como o único representante da categoria “ciências biológicas com ênfase na área da saúde” no escritório, eu fui literalmente fuzilado por perguntas, das mais cabíveis às mais absurdas possíveis. Acho que o estinto materno é uma coisa pra ser estudada a fundo… Teve mamãe (estrangeira) que queria mandar o bebê para o seu país de origem (e que só ficou mais calma quando alguém mandou via correio uma embalagem de Tamiflu), entre outras coisas e comentários bem absurdos…

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O que mais me impressiona é como o povo é manipulado pelos políticos com pretenções presidenciais, afinal de contas todo ano morre gente devido à gripe sazonal, e ninguém faz comício, ninguém traz “ajuda externa”, ninguém promete “mundos e fundos”. Vejam só que coisa ridícula, teve até político dizendo que não era gripe, que era um surto de “peste bubônica”. Estão até querendo decretar estado de emergência e anular as eleições presidenciais previstas para Janeiro.

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Nessa guerra de gripe política, eu imagino o que vai ser a nova “febre” na campanha presidencial: máscaras com o logotipo do seu candidato… Imagine só, a população amedrontada fica protegida com sua mascareta, e o político ganha uma propaganda ambulante pela cidade, genial não? Afinal de contas “em terra de doentes que faz máscara é rei”, ou algo parecido.

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Um país de bêbados

Agosto 4, 2009

Todo mundo sabe que na Rússia se bebe vodka! Na Ucrânia não é diferente… Aliás não se bebe somente vodka, mas bebe-se de tudo. As pessoas bebem nas ruas, no metro, nos ônibus, etc. Não há onde não se beba nesse país.

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No nosso prédio moram algumas pessoas alcólatras, o que a princípio não é um problema porque eles não me amolam, nem bebem no meu corredor… Claro que não é nada agradável usar o elevador com essas pessoas que visualmente se parecem com pessoas “sem casa”, pois além do fedor natural de quem não se banha, elas também fedem a bebida barata (vodka).

Essa noite porém a coisa passou do limite, já era tarde da noite quando alguém começou a tocar a campainha de nosso apartamento (o corredor de acesso é fechado, por isso a pessoa felizmente não estava na nossa porta), como nossos vizinhos têm chave imaginamos que fosse alguma brincadeira de criança, ou algum bêbado que errou o andar…

Depois de um longo silêncio ouvimos um barulho seco vindo do corredor e a viola já estava em caco… A pessoa literalmente arrombou a porta! Pelo olho mágico não vi ninguém – ou seja não era nosso vizinho (que geralmente não bebe em excesso) e eu imagino que alguém tenha mesmo “errado o andar” e devido à bebedeira (afinal quem confundiria os andares se está escrito na parade o número do mesmo?) e falta de cultura meteu o pé na porta…

Eu imagino a pessoa cambaleando, pensando “ops, acho que não é aqui”. Pena que ninguém apareceu pra consertar a porta, que aliás precisa ser trocada na totalidade. E a gente vai ter que fazer o rateio entre os vizinhos… O bebum enche a cara e sou eu quem paga o “pato”.

Eu já estou cansado desse país, só não vou embora porque não posso no momento…

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Fumaça é sinal de…

Janeiro 6, 2009

Frio.

Ao contrário do inverno passado, esse ano está fazendo frio aqui em Kiev. Hoje às 1o da manhã, por exemplo, estava -12 C (à noite a previsão é de – 20C). Eu estava a caminho do trabalho, e ao chegar à estação de metro saía uma fumaça da entrada da mesma, achei que (como sempre) alguém tivesse jogado um cigarro aceso no lixo e que a fumaça fosse sinal de fogo.

Não era. Devido à temperatura relativamente mais alta dentro do metro, o dito “bafo quente” ao encontrar o ar gélido na rua faz com que se forme uma “nuvem” na entrada e no caminho que leva à plataforma. Sinistro, porém interessante. E eu que achava que já tivessese visto de tudo por aqui.

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Se você acha que sua vida é ruim…

Dezembro 5, 2008

Ontem eu estava fazendo a identificação de alguns refugiados que receberam azilo nos EUA, quando me deparei com três casos dignos de nota:

1- Uma mulher afegã e sua filha de dois anos de idade. Ao perguntar sobre o seu estado civil, ela me responde: casada, porém meu marido sumiu há mais de dois anos, não sabemos se ele está vivo ou morto, não temos notícias do que aconteceu com ele.

2- Uma mulher Ucraniana com dois filhos de 12-15 anos. Ao perguntar sobre o seu estado civil, ela me responde: separada, pois meu marido não quis ir conosco para os EUA, porém ele permitiu que eu levasse as crianças – eu tenho os documentos.

3- Uma mulher da Geórgia, e sua filha de 16 anos. Elas queriam levar consigo seu gato de estimação, porém esqueceram de preparar os documentos… A mulher ficou desesperada ao saber que ela não poderia levar seu gato, chegou a dizer que ia desistir da viagem. Felizmente o veterinário de plantão no aeroporto preparou (com um pequeno auxílio financeiro) a declaração necesária após um rápido exame no gato – que logo vai estar falando “Meow”.

Nossa vida, apesar dos nossos pequenos problemas, é muito boa, especialmente se comparada a de muitas pessoas.

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Ucrânia, a nova Califórnia da Europa

Julho 31, 2008

Após independência, ex-república soviética se transforma em nova fronteira econômica

 

No ano passado apenas 1.353 brasileiros estiveram na Ucrânia, país do chamado Leste Europeu, que há apenas 16 anos obteve sua independência, depois de setenta anos de ferrenha subjugação à União Soviética, que resultou em milhões de mortos, terror, fome e miséria para o país. Nas missões oficiais vieram 512 brasileiros e a turismo, somente 309. Esses números praticamente insignificantes, registrados oficialmente pelo governo ucraniano, revelam que o Brasil ainda está por descobrir a nova Ucrânia. No entanto, a Europa já fez isso e com muita eficiência. Na expressão do embaixador brasileiro Renato Marques, reveladora do que acontece por aqui, “a Ucrânia é a nova Califórnia do Leste Europeu”.

 

A palavra de ordem de cada novo dia, neste país de cerca de 48 milhões de habitantes, é reconstrução. Muito já se fez, mas há tudo por fazer. O motor desse processo, a economia, está acelerado. O surpreendente desempenho, nos últimos anos, explica a expressão do embaixador brasileiro. Em 2004, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu à invejável taxa de 12,1%. E em 2005 e 2006 quase 7%, em média. A tendência deste ano é continuar neste patamar.

 

“A Ucrânia, hoje, é a nova fronteira econômica da Europa. As grandes corporações internacionais já estão concentradas em Kiev. No último ano e meio, a economia da Ucrânia vem se ajustando à realidade dos novos preços do gás russo, que é a energia essencial do país”, diz o embaixador. “O Brasil precisa olhar com mais atenção o que ocorre aqui, sob pena de perder grandes oportunidades de investimento”, alerta ele.

 

De fato, os números são modestos nas relações comerciais bilaterais entre os dois países, considerando o volume atual da balança comercial brasileira. Para a Ucrânia, o Brasil exportou no ano passado US$ 220 milhões e importou somente US$ 150 milhões. A Petrobrás vinha exportando tubulações para oleodutos, em 2005 e 2006, mas esse contrato já se encerrou.

 

O processo de reconstrução começa, no entanto, num patamar primordial: o resgate da dignidade do próprio povo ucraniano. Na prática, o apartheid físico tem o marco no rio Dnipro, que margeia a bela Kiev, uma das capitais européias com maior área verde. De um lado, a Ucrânia Oriental, que faz fronteira com a Rússia. Do outro, a Ucrânia Ocidental, nas fronteiras com a Polônia, Moldávia, República Tcheca, Romênia, Hungria e Bielo-rússia. Num lado, a língua predominante é a russa; no outro, a ucraniana. Alguns chegam a dizer que é “pejorativo” ou “deselegante” “falar ucraniano em Kiev”.

 

Esta dicotomia, de outro ângulo, está presente também na economia. É visível nas ruas, na mistura das duas línguas no dia-a-dia das vilas e cidades. É revelada pelos baixos salários herdados do período soviético e pelos altos custos que o euro impôs aos países mais fracos da Europa. O salário mínimo oficial é UAH 440,00 (hrívnias), o equivalente a US$ 90. Portanto, bem inferior ao mínimo brasileiro.

 

Pelas estatísticas oficiais, no entanto, o salário médio é de UAH 1.200,00 (US$ 240,00). Mas, mesmo assim, isso é muito pouco para quem recebe em hrívnias e paga muitos bens e serviços com base em euro.

 

“As coisas aqui são muito caras. E muito mais no inverno, quando frutas e verduras chegam a ficar oito vezes mais caras”, conta a estudante brasileira descendente de ucranianos, Edina Smaha, paranaense de Prudentópolis, que está em Lviv (500 km a Oeste de Kiev) há um ano e começou, agora, a faculdade de Relações Internacionais, na respeitada Universidade Nacional de Lviv.

 

A reconstrução

 

De qualquer forma, o país está fazendo um esforço gigantesco para se reerguer. Para ver isso, basta andar pelas ruas de Kiev, a capital, hoje com 3 milhões de habitantes, e Lviv, com 1 milhão de pessoas, a principal cidade (e mais industrializada) da Ucrânia Ocidental. Além do mais, a Ucrânia tem uma oportunidade de ouro para acelerar o processo de modernização do país: será sede da EuroCopa de 2012, junto com a Polônia. As cidades de Kiev, Lviv, Odessa (Sul), Donetsk e Dnipropetrovsk (Ucrânia Oriental) vão sediar os jogos da terceira maior competição esportiva do mundo. Estão previstos investimentos da ordem de 10 bilhões de euros.

 

Por outra parte, as periferias dessas duas cidades emblemáticas, Kiev e Lviv, explicitam o período de opressão do comunismo e o que ainda precisa ser feito de importante. Entre as novidades da economia de mercado – modernos supermercados, plenos de gêneros alimentícios e vinhos finos, grandes lojas de eletro-eletrônicos com os últimos lançamentos de tevês e computadores pessoais, e hotéis de padrões das capitais do Ocidente – estão as velhas construções, viadutos inacabados, ruas esburacadas. Mostra tenebrosa do passado são os gigantescos aglomerados habitacionais.

 

O transporte, a comunicação e a gestão do trânsito também estão em uma fase de transição, na Ucrânia. A internet de alta velocidade, que já é um fato consumado nos países desenvolvidos da Europa, ainda está por vir. Existem apenas bolsões onde se usa essa tecnologia. No resto do país, a internet continua pelo sistema de discagem, nem sempre eficiente.

 

“O custo da construção é muito caro aqui. Chega a US$ 3 mil o metro quadrado. Um apartamento antigo de dois quartos vale em torno de US$ 150 mil”, conta o jogador brasileiro oriundo da Portuguesa Santista, Willian Rocha Batista, 27 anos, o “Batista”, goleador e ídolo consagrado do principal time de Lviv, o Carpaty, que está no país há dois anos e meio e já fala fluentemente o difícil ucraniano. A realidade é que o custo é caro porque todo o país está sendo reconstruído e não existem tantos produtos para tal demanda.

 

É nesta área que o ministroconselheiro da embaixada brasileira em Kiev, o paranaense Zenik Krawctschuk, vê grandes oportunidades de negócios para os brasileiros. Segundo ele, o mercado de construção na Ucrânia é dominado por italianos, espanhóis e alemães. “O empresário brasileiro poderia aproveitar o momento no setor construtivo, especialmente na área de acabamento, que o Brasil tem uma indústria bastante competitiva”, diz.

 

Mesmo assim, o país já avançou muito. Isto é bastante visível em regiões nobres do centro de Kiev, onde um turista distraído poderia achar que estivesse caminhando na elegante New Bond Street, no coração de Londres. As grifes mais caras e badaladas da Itália, França, Inglaterra e Estados Unidos estão ali. E na porta das lojas os carrões de seus clientes.

 

O euro e a Rússia

 

Neste emaranhado processo de fusão entre a herança do passado comunista e a economia de mercado recém-chegada, ainda há a encruzilhada política. O presidente da Ucrânia, Victor Yushenko, dissolveu o Parlamento, em abril último, e convocou eleições gerais para o próximo domingo, dia 30. A Ucrânia de hoje tem enfrentado uma longa disputa pelo poder entre Yushenko, considerado pró-Ocidente, e o primeiro-ministro Viktor Yanukovych, tido como aliado da Rússia. As eleições de domingo vão definir o futuro rumo do país: adesão à União Européia, a exemplo dos países fronteiriços a Oeste, ou uma Ucrânia pró-Rússia.

 

Pêssankas

 

Na província de Ivano-Frankvsk, ao Sul de Lviv, seus moradores conseguiram, apesar de toda a repressão soviética, preservar um costume milenar: a confecção das pêssankas, os ovos de Páscoa ucranianos pintados a mão. A singela cidade de Kolomya (200 km ao Sul de Lviv) é uma espécie de bastião dessa cultura, que os comunistas tentaram acabar a ferro e fogo. Mas não conseguiram. As pêssankas ficavam escondidas nas igrejas, nos paióis, embaixo da terra. Em qualquer lugar.

 

Com a independência, foi criado o Museu de Pêssankas, onde há pouco mais de uma década algumas refinadas artesãs reconstituíram os principais estilos desta arte de colorir ovos, já que restaram raríssimos exemplares, pois o ovo é facilmente perecível. A diretora do museu, a etnógrafa e jornalista Meroslawa Boikiv, principal autoridade mundial nesta arte, faz uma metáfora lapidar, que pode resumir o desejo atual dos ucranianos: “A pêssanka simboliza o sol. E o sol ninguém consegue apagar. Portanto, sempre é tempo de renascimento”.

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O texto não é meu, porém achei legal dividir (http://www.pessoal.cefetpr.br/ucrania/2007/ucrania_nova_california.html).

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Já chegou o disco voador…

Abril 1, 2008

… e ele se chama George Bush. O cara chegou em Kiev ontem para uma visita, e o centro está todo parado. Guardas por toda a parte, ruas fechadas (nossos motoristas não podem sair do escritório de carro!). As pessoas que moram no centro foram aconselhadas a não saírem nas varandas, pois a segurança pode confundir o morador comum com um “sniper”.

E o mais interessante é ver um grupo de socialistas, já idosos e com velhas bandeiras vermelhas desbotadas, fazendo um tipo de protesto pacífico e quase inexpressivo no centro da cidade. Só falta um sósia do Lenin pra completar a cena.

O primeiro de Abril é realmente um dia para piadas, pena que tudo isso é verdade.

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Ônibus (primeiro post)

Março 18, 2008

O tema transporte coletivo na Ucrânia, mais precisamente ônibus urbano privado, é suficiente pra se escrever um livro. Um amigo meu (Ucraniano – que vive na Alemanha) estava me dizendo ontem que andar de ônibus duas vezes por dia em Kiev, é quase um crime. Ninguém merece.

É tanta barbaridade, e as vezes até selvageria, que qualquer ser humano civilizado se espanta.  Pra começo de conversa os ônibus privados são deprivados de catracas, as pessoas entram por ambas as portas e passam o dinheiro de mão em mão até o motorista. O mesmo prepara o troco e mais uma vez “passe por favor” até o passageiro. Não é preciso falar que as vezes alguém perde o troco, e começa aquela gritaria no fundo: “motorista, passe o troco dos cinco grivnas”, muitas vezes o cara responde: “eu já passei, alguém não te passou”… E por aí vai.

O exemplo de hoje é o seguinte: o ônibus esta lotado, ninguém dá lugar para os idosos (a não ser que eles pareçam bem idosos) e três deles (infelizes) seguem em pé, seguem em silêncio. Num próximo ponto entra mais um, que não “passa o dinheiro” para o motorista. O mesmo grita: “pague a passagem, está faltando uma pessoa pagar”, esse idoso diz que ele tem direito, pois afinal de contas além do documento os anos estão escritos “na cara”.

O mototista então desce do ônibus, vai até a porta de trás para conferir o documento do velhinho (que também está em pé). Se contra fatos não há argumentos, o motorista fica “pensando alto” durante uns cinco minutos que ele deveria aceitar um idoso por viagem, de acordo com a lei Ucraniana, e mesmo assim ele se sujeita a levar mais de um passageiro sem pagar, etc.

E o mais interessante dessa história é que ninguém se manifesta.

Essa viagem de hoje teve mais pontos dignos de nota, porém como eu disse o tema é suficiente pra se escrever um livro, quem sabe em três tomos. E num futuro próximo, eu pretendo comprar um carro (pequeno).