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Festival de Jazz em Koktebel – Eu vou!

Setembro 15, 2008

O festival de Jazz de Koktebel (Criméia, Ucrânia) acontece anualmente desde 2003. O evento começou como uma tentativa de reviver a cena cultural da cidade de Koktebel, que no passado era famosa em todo o país. O jornalista Dmitrii Kiselev foi quem idealizou o projeto.

Desde 2006, o festival acontece durante a segunda quinzena de Setembro, e já trouxe nomes conhecidos do Jazz como De-Phazz, Stanley Clarke, Billy Cobhan, Nino Katamadze, Us3, entre outros. Os organizadores sempre trazem, além dos grandes nomes, novidades e bandas novas. Esse ano o festival abriu as portas pra qualquer banda interessada, era preciso somente mandar um “CD demo”. As melhores bandas foram convidadas para participar…

O evento acontece em dois palcos principais que ficam perto da praia, as apresentações são gratuitas, e você pode sentar na praia durante às apresentações. Algumas apresentações acontecem em palcos secundários, e na maioria das vezes os shows são pagos, preço bem URSS – camarada…

Uma característica marcante do festival é a combinação da localização de Koktebel (devido à natureza nos arredores da cidade e da montanha Kara Dag de origem vulcânica) com as vinícolas da região que produzem vinhos e “brandies” de qualidade, o que faz do festival um atrativo para os ouvidos, para o paladar e para a alma. 

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Calcinhas Cantantes

Julho 11, 2008

A música pop não me surpreende mais. As bandas fabricadas não me surpreendem mais. A falta de talento não me surpreende mais. A indústrica fono(porno)gráfica, por outro lado, me deixa boquiaberto com suas ilimitadas artimanhas para vender um produto com data de validade marcada, e qualidade prá lá de duvidosa.

O papa é pop, e o pop não poupa ninguém”  

É uma pena que o festival “Eurovision” não é popular no Brasil, aqui na Europa o continente literalmente pára pra ver a competição dos melhores artistas pop de cada país. O mais interessante é ver que mesmo com toda a diversidade cultural européia, o estilão pop americano está presente na maioria dos países. Honestamente, se você gosta de pop dá pra achar sua “banda gêmea” em qualquer lugar do mundo, em literalmente qualquer idioma.

Eu não entendo nem de rap, nem de pop (e sinceramente não faço a mínima questão de entender). Porém como o pop, o rap erva daninha se espalhou pelo mundo, e em todo lugar tem um cara com um pingente do tamanho de uma melância pendurado no pescoço, jogando dinheiro pra cima, se chamando de “cafetão” e rodeado de mulheres prá lá de gostosas geralmente quase nuas (quando não nuas).

“Abaixo à censura”  

Eu sou a favor de uma imprensa livre, liberdade de expressão, porém tudo tem limite. Semana passada eu estava tentando assistir TV, e ao mudar para um canal local de música eu vejo cinco mulheres lindas, corpos de tirar o fôlego, cantando quase nuas – em Ucraniano – que é muito fácil se tornar uma estrela pop (aliás a mensagem é que é possível em 20 dias se tornar uma estrela no mundo pop), desde achar um produtor até gravar um clipe aparecendo quase nuas e etc. E o nome da banda é “Calcinhas Cantantes” (Poiushie Trusie). “Aonde é que esse mundo vai parar”?

Quem se importa com o que elas cantam?  

Os dias passam, estrelas nascem, estrelas morrem… Aquele hit que virou até ringtone ficou fora de moda, aquele ícone da música (que virou até álbum de figurinhas adesivas) está internado numa clínica para dependentes químicos, e tudo caiu no esquecimento. Existem sim excessões à regra, bandas fazendo música de qualidade, porém quando o assunto é girls band, ou boys band o publico quer ver jovens rostinhos bonitos. O que se canta, como se canta… não importa.

Veja o exemplo das Calcinhas Cantantes: após repetir o refrão duas ou três vezes, a música em si já tinha perdido toda a graça, quero dizer, não havia nada de interessante fora ver as moçoilas em trages mínimos. Ultimamente todas as bandas com apelo feminino nesta região do globo estão usando a mesma tática. Foi-se o tempo da poesia…