A viagem não foi muito boa, como escrevi anteriormente, porém algumas fotos ficaram legais, veja AQUI.
Alguns palácios ainda estão sem o devido nome, porém vou acertar essa falha logo.

A viagem não foi muito boa, como escrevi anteriormente, porém algumas fotos ficaram legais, veja AQUI.
Alguns palácios ainda estão sem o devido nome, porém vou acertar essa falha logo.

Me disseram que o vilarejo de Koktebel era um lugarzinho jóia, praia com pedras no lugar da areia, montanhas ao redor, uma fabrica de vinhos e brandy de fácil acesso… Eu achei que seria uma boa idéia, principalmente por causa do festival de jazz.
A ida foi boa, apesar do frio e da chuva em Kiev achávamos que o tempo em Koktebel estaria melhor (fomos em busca de temperaturas mais amenas). Chegamos em Sinferopol depois de uma noite confortável no trem, e para a nossa surpresa estava sim mais quente do que em Kiev, porém o sol custou a brilhar.
Nossos problemas começaram em Sinferopol. Devido ao festival foi quase impossível arrumar dois lugares nos ônibus Sinferopol – Koktebel, com um pouco de lábia e sorte a gente conseguiu arrumar – diretamente com o motorista os últimos dois lugares disponíveis (claro que não foi na janelinha). Pelo menos a gente conseguiu os assentos normais, quatro pessoas se sentaram em banquinhos plásticos no corredor do ônibus e mais umas três ficaram em pé (mais de duas horas de viagem).
Koktebel, praia, sol, gente bonita… Hmmm… Não. Chegamos com chuva, eu fiquei decepcionado com o lugar, nada de bonito, nem de legal… Arrumamos um mini-hotel para ficar, acabamos pagando um pouquinho mais do que a média, porém no meio daquela chuva, foi o que se pode arrumar, e rápido.
Depois da nossa chegada nada otimista, a gente foi passear um pouco já para tentar esquecer a “primeira impressão” do local (já sem chuva). A praia não tem nem 25 metros de largura (quatro/cinco banhistas deitados em fila indiana fecham a passagem), as ruas dão a impressão de serem sujas e muita gente andando com garrafas de vinho e conhaque na mão… Me disseram que no verão esse lugar é um inferno!
Porém estavamos descansando, e tentamos não prestar atenção nesses “detalhes tão pequenos”, e no dia seguinte pegamos uma excursão pela Criméia de ônibus. Começou tudo errado, o pacote que compramos sofreu alterações e não vistamos o que queríamos. Na minha opinião esqueceram de avisar o motorista que um pequeno ônibus “Tata” não era uma Ferrari e que ele não se parecia com o Felipe Massa. Em alguns trechos a gente disse (lembrando a música do Pink Floyd): Good bye blue sky.
Como nosso roteiro foi alterado a gente não viu o que queria e no final das contas o preço da excursão ficou muito mais alto do que o planejado e não gostamos. Ah, chegamos em Koktebel quase à meia-noite e não às nove e meia como prometido, por isso perdemos uma noite do festival (estávamos o bagaço da laranja após essa aventura).
No dia seguinte, “para não dizer que não falei das flores” fomos ao festival e assistimos o show de uma banda (uma música), passeamos um pouco pela praia (já qualhada de bichos grilo bêbados) e resolvemos que era hora de ir embora (afinal trem não espera). A pérola da volta até Sinferopol foi a seguinte: estavamos esperando o ônibus quando um homem chegou e disse: “vocês não querem ir para Sinferopol? Eu tenho um taxi”. Nós dissemos que não pois tinhamos comprado passagem de ônibus. Ele então nos diz: “devolva a passagem e venha comigo”. Seríamos nós idiotas o bastante para devolver as passagens e pagar mais caro por uma viagem que teria a mesma duração? Eu nessas horas não respondo, viro a cara e tchau.
Aí a gente pegou o trem, e foi um pesadelo… Não quero nem lembrar, nada contra o povo, porém eu nunca mais ando de trem de segunda classe aqui. Teve farofa, gente bêbada, música, gente sem passagem, gente dormindo no compartimento de bagagem em cima da minha cabeça, etc. Ninguém merece.
Chegamos em Kiev tentando mostrar alguma satisfação com a viagem, porém não conseguimos nos enganar… Foi uma tremenda perda de tempo e principalmente dinheiro. Não recomendo e nunca mais volto.

O festival de Jazz de Koktebel (Criméia, Ucrânia) acontece anualmente desde 2003. O evento começou como uma tentativa de reviver a cena cultural da cidade de Koktebel, que no passado era famosa em todo o país. O jornalista Dmitrii Kiselev foi quem idealizou o projeto.
Desde 2006, o festival acontece durante a segunda quinzena de Setembro, e já trouxe nomes conhecidos do Jazz como De-Phazz, Stanley Clarke, Billy Cobhan, Nino Katamadze, Us3, entre outros. Os organizadores sempre trazem, além dos grandes nomes, novidades e bandas novas. Esse ano o festival abriu as portas pra qualquer banda interessada, era preciso somente mandar um “CD demo”. As melhores bandas foram convidadas para participar…
O evento acontece em dois palcos principais que ficam perto da praia, as apresentações são gratuitas, e você pode sentar na praia durante às apresentações. Algumas apresentações acontecem em palcos secundários, e na maioria das vezes os shows são pagos, preço bem URSS – camarada…
Uma característica marcante do festival é a combinação da localização de Koktebel (devido à natureza nos arredores da cidade e da montanha Kara Dag de origem vulcânica) com as vinícolas da região que produzem vinhos e “brandies” de qualidade, o que faz do festival um atrativo para os ouvidos, para o paladar e para a alma.