Ontem eu estava fazendo a identificação de alguns refugiados que receberam azilo nos EUA, quando me deparei com três casos dignos de nota:
1- Uma mulher afegã e sua filha de dois anos de idade. Ao perguntar sobre o seu estado civil, ela me responde: casada, porém meu marido sumiu há mais de dois anos, não sabemos se ele está vivo ou morto, não temos notícias do que aconteceu com ele.
2- Uma mulher Ucraniana com dois filhos de 12-15 anos. Ao perguntar sobre o seu estado civil, ela me responde: separada, pois meu marido não quis ir conosco para os EUA, porém ele permitiu que eu levasse as crianças – eu tenho os documentos.
3- Uma mulher da Geórgia, e sua filha de 16 anos. Elas queriam levar consigo seu gato de estimação, porém esqueceram de preparar os documentos… A mulher ficou desesperada ao saber que ela não poderia levar seu gato, chegou a dizer que ia desistir da viagem. Felizmente o veterinário de plantão no aeroporto preparou (com um pequeno auxílio financeiro) a declaração necesária após um rápido exame no gato – que logo vai estar falando “Meow”.
Nossa vida, apesar dos nossos pequenos problemas, é muito boa, especialmente se comparada a de muitas pessoas.

