
Minsk
Julho 1, 2009Estive em Minsk no final de semana (Bielorrússia), e confesso que fiquei surpreso com a cidade. A idéia foi ver de perto o último país que ainda mantém muitas características da ex URSS, e além do mais é um dos poucos países na região que possui um regime político um pouco mais rígido do que o que a gente conhece.
Chegamos por volta das 6 horas da manhã na estação de trem em Minsk, e como deveríamos esperar até o meio dia para fazer o “check in” no hotel, aproveitamos o tempo livre para conhecer a cidade… Algo que logo chama a atenção é a limpeza das ruas e praças, as ruas e avenidas largas, e a arquitetura tipicamente soviética (Minsk foi totalmente destruída durante a segunda guerra e foi reconstruída nos moldes do regime em vigor – foices e martelos são vistos em todos os lugares).
Após morar em Kiev por quase 5 anos, e ter visitado outras cidades na região incluindo Moscou, a sensação que se tem é a de que você não está em um outro país, a língua é a mesma, a paisagem é parecida, e os rostos também.
Depois de quase 6 horas andando aleatóriamente pelas ruas de Minsk a gente resolveu que já era hora de ir pro hotel, tomar um banho e se preparar para mais uma caminhada… porém não conseguimos chegar… Quando já estavamos pertinho do hotel (já tinha até contato visual) vimos que tinha uns seguranças controlando o acesso de pessoas na área que deveríamos estar. Estava claro que tinha um grande evento acontecendo, afinal tinha muita gente na rua…
Ao passar pelo detector de metais, o segurança me pediu par abrir a minha bolsa e para a minha decepção ele me disse que eu não poderia ter acesso à essa área (restrita porque o presidente estava nesse evento) devido ao tamanho da objetiva de minha câmera fotográfica (18 – 135mm). Não adiantou explicar que eu queria chegar ao hotel e que eu não estava interessado em fotografar o presidente, como dizem “não é não”. Esse foi o exemplo mais claro que vi durante a minha visita sobre a diferença entre as liberdades do povo de lá e do povo daqui. Se não fosse esse episódio, acho que eu não teria o que contar sobre o regime político local.
Outra coisa que me chamou muito a atenção (e quase de derrubou da cama) foi o treinamento de manobras militares para a parada do dia da independência (que acontece semana que vem), até ouvir os camaradas gritando direita volver, esquerda volver – tudo bem, porém quando eles começaram a dar tiros de canhão à 1 da manhã, eu dei um pulo da cama e achei que uma guerra tivesse começando… Que susto!
De resto, fica uma impressão muito positiva de Minsk – tudo muito limpo, tudo muito organizado, uma cidade interessante, comida boa, cerveja de ótima qualidade, um kvaz delicioso e com um ar de saudosismo para os amantes da URSS… Não prometo, mas se eu tiver chance, volto um dia pra Minsk, nem que seja só pra comer um draniky e tomar um copo de kvaz.
As fotos, como sempre, vêm assim que possível.