Minha foto publicada na revista Panorama

Segue abaixo o artigo de 8 páginas sobre parques famosos na Ucrânia. Na página número 41 está publicada minha foto tirada no parque Pirogovo (em Kiev), a foto foi tirada durante uma feira de artesanato típico, e mostra bonecas Ucranianas.

Blog 1.2

Eu não me considero um “blogueiro de verdade”, porém não me considero um blogueiro de mentirinha… Confesso que ter um blog sério exige tempo e dedicação (pelo menos eu acho), e da minha parte ultimamente estavam faltando as duas coisas. Falta tempo pra tocar guitarra, pra ler livros, pra editar (de forma simples) as fotos que coloco no Flickr. Nesse contexto o blog também ficou de lado.

É uma pena, é chato, chega até ser deselegante, mas é verdade.

Porém ultimamente caiu a ficha: o meu bloguinho é referência pra os poucos (aventureiros) brasileiros que decidem visitar a Ucrânia. E isso me fez pensar sériamente em ter um blog mais sério, com conteúdo um pouco mais construtivo mostrando ao camarada no Brasil coisas do dia-a-dia da Ucrânia.

No começo eu pensei em apagar todos os posts antigos, pois confesso que usei o blog pra “botar pra fora” minhas frustrações sobre o país, e acabei dando um caráter negativo aos textos, consequentemente ao blog e a Ucrânia – o que nunca foi minha intenção.

Nesses próximos dias eu vou filtrar o conteúdo, e tocar o blog de um jeito mais quadradinho, trazendo curiosidades interessantes sobre a Ucrânia, sobre Kiev, etc. Desta forma o blog com motor 1.0, vai evoluir para um motor 1.2 (quem sabe turbo).

Para mostrar minhas boas intenções, adicionei abaixo uma foto bem progressista: as bandeiras da Ucrânia e União Européia. Oxalá isso se torne realidade. Insha’Allah.

Transporte coletivo à -15C

Eu considero o inverno brasileiro algo “de mentirinha”, talvez seja por isso mesmo que eu tenha tanta saudade daqueles dias de Julho quando a gente pensa “tá tão frio hoje” e o termômetro mostra +15C.

A história começa num ponto de ônibus às 8:20 da manhã, frio… o termômetro mostra -15C, a neve nas calçadas foi pisoteada ao extremo – e virou gelo. A gente vai escorregando sem patins, xingando tudo e todos (ainda bem que ninguém fala português) até “cair” dentro do ônibus.

O trânsito aqui é lento, as ruas em Kiev foram projetadas durante a URSS (onde ter carro era luxo) para 300.000 veículos… Hoje tem mais de 1.000.000. Imaginou o caos? Sim, até parece São Paulo… Pra não chegar atrasado no escritório eu pego o primeiro ônibus que passa – na condição de lata de sardinha ou não. Atrasar com chefe novo não pode, pelo menos por enquanto.

No ponto seguinte eu sinto que algo está errado, o ônibus parou… Não se encherga nada pelas janelas pois a umidade do ar congela quando toca o vidro, vamos seguindo uma luz, mas não sabemos onde ela nos leva. Com muito custo eu consegui ver aquilo que os médicos chamam de “prognóstico sombrio”, aquilo não era um congestionamento e sim um crime.

Pra você ter uma idéia da lentidão, são necessários em média 7 minutos do ponto A ao B (para simples referência) hoje demorou 35, uma tartaruga perneta iria mais rápido. Mas pelo menos tá quentinho dentro do coletivo, que delícia. Depois de observar as pessoas e principalmente o motorista eu percebi que a demora não era uma equação matemática com uma só variável e sim com duas. O motorista era a tartaruga perneta.

Eu me senti um Rubens Barrichelo da vida, tava todo mundo me passando – todos os outros ônibus passando rápido e eu (pseudo atrasado) me senti enganado, pena que não achei o telefone to SPC, pois eu teria ligado.

Foi aí que algo magnífico aconteceu, a gente passou a “rolha” do congestionamento (seja ela qual for, como eu disse eu não conseguia ver nada) e o Rubinho deu uma de “macho” e passou todo mundo… E que corrida, realmente depois da tempestade vem a bonança e as ruas estavam livres, não paramos nem uma vez… Cheguei no escritório 6 minutos atrasado, o que é totalmente admissível nesse país e nesse inverno.

O único problema, é que no centro da cidade a sensação térmica tava um pouquinho “pior por demais” e parecia de estava -20C ao invés de -14C como mostrava o termômetro… Pra você ter uma idéia a umidade do ar congelava ao redor dos pelos dentro do nariz. Uma sensação específica, eu sei, que só aqueles que se aventuram por terras frias conhecem.

Nem o congelador da sua casa chega a -15C… Pode uma coisa dessas?

Como se faz uma boa cachaça?

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Na minha última visita à terrinha visitei o alambique da Cachaça Capela em Cambuí – MG, e tive a chance de provar uma boa cachaça que o pessoal produz por lá… A alambique é pequeno, porém bem cuidado e bem organizado – tudo como manda o figurino.

Cachaca Capela

Eu fiz uma série de fotos (nada artísticas) de como acontece o processo, desde a moagem até o engarrafamento… Como no momento era época de “entre safra” as fotos são só ilustrativas, mas pra quem não sabe como se faz uma boa cachaça, acho que é interessante.

As fotos estão AQUI, NESTE LINK.

Minsk

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Estive em Minsk no final de semana (Bielorrússia), e confesso que fiquei surpreso com a cidade. A idéia foi ver de perto o último país que ainda mantém muitas características da ex URSS, e além do mais é um dos poucos países na região que possui um regime político um pouco mais rígido do que o que a gente conhece.

Chegamos por volta das 6 horas da manhã na estação de trem em Minsk, e como deveríamos esperar até o meio dia para fazer o “check in” no hotel, aproveitamos o tempo livre para conhecer a cidade… Algo que logo chama a atenção é a limpeza das ruas e praças, as ruas e avenidas largas, e a arquitetura tipicamente soviética (Minsk foi totalmente destruída durante a segunda guerra e foi reconstruída nos moldes do regime em vigor – foices e martelos são vistos em todos os lugares).

Após morar em Kiev por quase 5 anos, e ter visitado outras cidades na região incluindo Moscou, a sensação que se tem é a de que você não está em um outro país, a língua é a mesma, a paisagem é parecida, e os rostos também.

Depois de quase 6 horas andando aleatóriamente pelas ruas de Minsk a gente resolveu que já era hora de ir pro hotel, tomar um banho e se preparar para mais uma caminhada… porém não conseguimos chegar… Quando já estavamos pertinho do hotel (já tinha até contato visual) vimos que tinha uns seguranças controlando o acesso de pessoas na área que deveríamos estar. Estava claro que tinha um grande evento acontecendo, afinal tinha muita gente na rua…

Ao passar pelo detector de metais, o segurança me pediu par abrir a minha bolsa e para a minha decepção ele me disse que eu não poderia ter acesso à essa área (restrita porque o presidente estava nesse evento) devido ao tamanho da objetiva de minha câmera fotográfica (18 – 135mm). Não adiantou explicar que eu queria chegar ao hotel e que eu não estava interessado em fotografar o presidente, como dizem “não é não”. Esse foi o exemplo mais claro que vi durante a minha visita sobre a diferença entre as liberdades do povo de lá e do povo daqui. Se não fosse esse episódio, acho que eu não teria o que contar sobre o regime político local.

Outra coisa que me chamou muito a atenção (e quase de derrubou da cama) foi o treinamento de manobras militares para a parada do dia da independência (que acontece semana que vem), até ouvir os camaradas gritando direita volver, esquerda volver – tudo bem, porém quando eles começaram a dar tiros de canhão à 1 da manhã, eu dei um pulo da cama e achei que uma guerra tivesse começando… Que susto!

De resto, fica uma impressão muito positiva de Minsk – tudo muito limpo, tudo muito organizado, uma cidade interessante, comida boa, cerveja de ótima qualidade, um kvaz delicioso e com um ar de saudosismo para os amantes da URSS… Não prometo, mas se eu tiver chance, volto um dia pra Minsk, nem que seja só pra comer um draniky e tomar um copo de kvaz.

As fotos, como sempre, vêm assim que possível.

Plantando Árvores no Brasil via Internet

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Ok, o projeto não é novo, eu sei. Porém e novo pra mim… Aliás, era novo.

Já faz quase 1 mês que eu planto uma árvore no Brasil (estando em Kiev) todo dia de manhã, isso é a primeira coisa que eu faço quando chego no trabalho…

O projeto Click Árvore “ é um programa de reflorestamento com espécies nativas da Mata Atlântica pela Internet. Cada click corresponde ao plantio de uma árvore, custeado por empresas patrocinadoras, e agora também pela própria sociedade civil através de uma nova ferramenta de e-commerce“. Claro que se você quiser, é possível plantar mais mudas por módicos R$ 1,20/cada (mínimo 30 mudas/pedido).

Por enquanto eu plantei 19 mudas (o que equivale a 114 m2 ou 0.0171 campos de futebol), eu sei que é pouco, mas justamente aos poucos a gente planta um montão. E eu pretendo, assim que completar 1 campo de futebol plantado, comprar um lote de mudas, umas 50.

Para os interessados de plantão o site é http://clickarvore.com.br.

Hungria

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Estive na Hungria no começo desse ano, mais precisamente em Fevereiro. Infelizmente o final do inverno foi um pouco atípico, e por isso pegamos neve, temperaturas não muito agradáveis e aquele céu acinzentado que é marca registrada do inverno Europeu.

De segunda a sexta eu estava trabalhando das 8 da manhã as 8 da noite… Por isso não tive a chance de conhecer as pequenas cidades onde estive, porém nos finais de semana foi possível dar uma volta em Budapeste. Essa foi minha segunda visita à essa cidade, e confesso que gosto bastante de lá.

A arquitetura é fantástica, num domingo eu meio que “me perdi” e quando percebi estava num bairro cheio de bêbados e merda de cachorro nas calçadas, gente estranha por todo lado – mas mesmo assim cada prédio fantástico (claro que falta uma restauração), se o projeto Cingapura fizesse prédios com 1/10 da beleza desses, eu acho que todo mundo iria ficar feliz em se mudar.

A culinária Húngara é muito interessante, deixar de provar a sopa “gulhash” é um crime… Além disso existem pratos como frango apimentado, ou filé de carne suína, que também são típicos de lá. No inverno uma boa pedida é tomar um vinho quente nas ruas, ou no mercado municipal – aliás o mercado é uma boa opção para refeições rápidas, relativamente baratas e típica (se voce assim quiser).

Em Budapeste nem tanto, mas nas outras cidades as porções são bem generosas, por isso sempre vale a pena perguntar qual o tamanho antes de pedir…

Uma outra cidade de estivemos, e que deu pra dar uma saidinha, foi Szeged – terra de uma sopa com peixe deliciosa, tanto a apresentação, como o sabor. Vale a pena pedir a 1/2 porção sem vergonha, alguns colegas pediram sopa e um prato principal e deixaram mais da metade de tudo…

Vinho, quem gosta de vinho vai se sentir bem na Hungria. Tintos ou Brancos, a variedade é imensa e na maioria são muito bons… Eu não me lembro as marcas, mas experimentamos bastante durantes essas duas semanas, numa das noites em Kisvarda compramos 5 garrafas e fizemos uma modesta degustação.

Vale a pena visitar o país, porém eu recomendo uma época do ano com temperaturas mais amenas. O verão é sempre bom, mas vale a pena lembrar que a primavera e o outono são também épocas muito legais pra se visitar a Europa, e além disso como não é temporada sai mais barato e tudo está mais “tranquilo”.

Os Húngaros são conhecidos por gostarem de cafpe “curto e forte”, por isso existem ótimos lugares para se tomar café na cidade inteira. No centro, perto da Rua Vaci, as coisa são realmente mais caras e a taxa de coversão de Dólar ou Euro para o Forint pode ser uma armadilha para o turista inexperiente, tome cuidado! Uma boa pedida é levar seu cartão de crédito e retirar grana nos caixas eletrônicos (você pode escolher o idioma inglês para não fazer bobagem tentando entender o Húngaro)

Aliás eu aprendi umas poucas palavras durante minha estadia – Kosi (Kosonon), Obrigado; Hello and See Ya, podem ser usadas como oi e tchau (achei o máximo). Mas no final das contas não faz muita falta porque todo mundo em Budapeste fala Inglês, o que ajuda bastante!

Bom, algumas fotos estão disponíveis NESSE ENDEREÇO.

Uma coisa leva a outra

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Algumas semanas atras eu achei o site “Click Arvore”, um projeto muito interessante que visa reflorestar areas devastadas da Mata Atlantica. Voce clica e eles plantam um arvore pra voce gratuitamente (eu “planto” uma arvore todo dia).

Clique AQUI para plantar uma arvore!

Hoje cedo enquanto plantava uma arvore, eu achei mais uma iniciativa interessante a campanha Xixi no Banho, com o intuito de economizar milhares de litros de agua por ano reduzindo o numero de descargas quando voce vai ao banheiro fazer a atividade “numero 1″.

O site e super legal, veja AQUI.

 

Polônia

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Já faz tempo que prometi escrever um pouco sobre a minha viagem ao leste Europeu (leia-se leste da União Européia), pois até agora não tive tempo, e no final das contas alguns detalhes até desapareceram da memória…

Como diz o título, aí vai um pouco sobre a Polônia.

A viagem começou em Varsóvia, onde fiquei a primeira noite. Infelizmente durante essa curta estadia eu só consegui ver um pouquinho do centro pois me perdi à caminho do nosso escritório… E  depois jantamos perto do hotel mesmo, o que não foi nem um pouco ruim.

A grande peculiaridade da visita à esse país é que nós viajamos bastante, praticamente nós dormimos cada noite em um hotel diferente – com raras excessões. Nós visitamos (ou vimos pela janela do ônibus) as seguintes cidades: Varsóvia, Przemysl, Hrebenne, Dorohusk, Bialystok, Kuznica Bialostocka, Ketrzyn e Belzledy, o que rendeu quase 2500 km rodados no país – afinal estivemos na região de fronteira com a Ucrânia, Belarus e Rússia, e esse país é grande para os padrões Europeus.

poland

Foram duas semanas no país com a viagem divida em duas partes, o que me rendeu a chance de ter um final de semana livre em Varsóvia para passear e fazer algumas fotos (que sinceramente devido à falta de sol não ficaram atrativas a ponto de serem publicadas em uma revista de turismo).

Como a viagem não foi turística, muitas vezes a gente nem teve chance de ver a cidade onde dormimos, e poucas foram as vezes que a gente conseguiu sair do hotel para dar uma volta a pé (considere também o fator temperatura, afinal o inverno deles é bem diferente do nosso – pegar -17C num passeio a tardinha não foi lá muito tentador e prazeiroso).

Gostei bastante da culinária Polonesa, principalmente de uns restaurantes de beira de estrada que oferecem porções de “grandeza inimaginável” por preços até que bem camaradas… Gostei muito das sopas Zurek e Flaki (mesmo sendo feita de bucho), o pirogi não me chamou muito a atenção por ser idêntico ao vareniki Ucraniano. Não provei o tão famoso Bigos, porém sempre que possível a pedida era comida polonesa (claro que já esqueci quase todos os nomes daquilo que comi).

Uma coisa que eu estava sedento de vontade de experimentar era a tal da “cerveja quente”, que honestamente não gostei muito, talvez devido à uma receita não muito boa… Se eu tiver a chance provo de novo, mas não achei muita graça, ela estava diluída, aquecida e com um pouco de cravo, canela e suco de laranja… Aliás, falando em bebidas, quase no último dia ao chegarmos num restaurante ( e estava realmente frio) nos foi oferecido – gratuitamente – uma dose de uma bebida traduzida como “mel para beber”, com baixo/médio teor alcólico e também aquecida. Quase todo mundo pediu uma segunda dose.

A gente teve a chance de ficar num hotel (o que foi uma mudança nos planos que aconteceu na última hora) localizado num castelo medieval do século XII, muito bem organizado e bem cuidado. Confesso que não foi muito confortável, psicológicamente falando, dormir naquela noite afinal de contas sabe-se lá o que aconteceu naquele lugar durante os últimos 600-700 anos.

Visitamos um museu (que aliás é singular no mundo – com algo parecido somente nos EUA) que reúne árvores petrificadas que datam de “trocentos” anos atrás… Um museu pequeno, porém muito bem cuidado e muito interessante pra que gosta de plantas ou pedras – ou ambos.

Um outro fato interessante que aconteceu conosco – nosso motorista conseguiu se perder, mesmo com o auxílio de seu GPS, ficamos 30 minutos andando em círculos porque ele não se conformava em virar à esquerda (como nós indicamos mais de uma vez) já que o GPS dizia “direita”, depois da quinta vez que passamos pelo mesmo local ele se convenceu e nós finalmente chegamos.

E as fotos? Sim, as fotos… Acredito (e tenho como meta) preparar algumas no final de semana para dividir com os curiosos de plantão. (Sem contar que ainda faltam as fotos da Hungria, da Argentina e do Brasil – sim estive por aí e já voltei).

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